terça-feira, 16 de abril de 2019

Ares de uma Dama & Ares da Intolerância

Se alguém disse para alguém que, assumir amor por Cristo, publicamente, fará este alguém ser amado pelo mundo, aviso: mentiu. Usou a ferramenta do inimigo de Deus! Nenhum seguidor de Cristo, que queira agradar mais aos homens do que a Deus, mesmo sendo amado por milhões, não entendeu o que significa viver em Cristo e implantar na terra, o modelo ensinado pelo Pai e transmitido pelo Filho, onde até aos dias de hoje, mesmo alguns dito cristãos, não seguem nem obedecem porque não são espirituais. Querem as bençãos de Deus. Ouvir o abençoador, não, não e não. Este texto é para você porque os que estão com suas mentes calterizadas, por mais que se tente explicar, não vão entender porque não querem e nem aceitam qualquer reflexão contrária à sua razão.

Aliás, qualquer mente que for dominada por ele (o inimigo), passa a deter alguns “poderes”, onde um deles está na capacidade de tentar desqualificar qualquer pessoa que vá de encontro aos seus interesses ideológicos, especialmente aqueles que envolvam a busca pela legalidade e apoio do Estado, em torno das suas escolhas que, nem sempre representa a vontade da maioria. Porque a maioria não é barulhenta, não tem tempo para redes sociais, não trabalha em setores de comunicação, nem são comissionados de grupos. A maioria cuida da casa, são trabalhadores que seguram este país no suor do seu rosto, estudam, enquanto alguns “brigam” por eles, mesmo sem sua autorização. A grande guerra, portanto, está na informação, no argumento, na bandeira que cada um decide defender.
Não estou aqui para ser advogada de defesa de quem quer que seja, mas para analisar, o mais friamente possível, a posição de uma mulher  que ocupa um cargo de relevância, e se tornou, para alguns, motivo de chacota, desprezo e humilhação. Ela passou a não ter direito à livre opinião que contrarie a contra-opinião de quem não pense como ela. Onde fica, neste ponto, a liberdade de expressão de quem não quer pensar igual a quem duela com qualquer um que lhe seja oposto? Há algo de errado que precisa ser posto à ordem e ao direito de cada um.

Depois que a nação passou a confundir família com Estado, escola com mídia, religião com partido político, a sociedade perdeu completamente o bom senso, ao ponto de perseguir, inclusive, uma mulher, especialmente se ela estiver na posição contrária daquilo que, quem a ataca, odeia de sangue e alma. Hoje, no Brasil, esta mulher tem nome e sobrenome - Damares Alves.

Ela foi condenada, sem direito a defesa, por ter dito que “meninos usam azul e meninas usam rosa”. A sua declaração fez personalidades midiáticas vestirem as cores citadas ao contrário, para protestar este, dito, absurdo. Imediatamente, fiquei pensando em quantas famílias rasgaram ao vivo, pela internet, as fotos dos chás de bebê dos seus filhos e as festas temáticas combinando cores com o sexo dos seus bebês e crianças. Se agora em diante, em nome do politicamente correto, pais começarem a vestir seus meninos de rosa e suas meninas de azul, certamente vão fazer sucesso nas redes sociais, embora todas as cores anteriores a este fato, permaneçam rosa para meninas e azul para os meninos. Está lá, no álbum de muitas famílias! Ou não? Então, fica a pergunta: será que ela inventou o que sempre esteve em nossa cultura social? Não! Ela não inventou. Se alguém colocasse azul na festa de uma menina, antes da declaração da ministra, não tenho dúvida que diriam: “como você pode fazer isso, amiga? Sua filha é uma criança e toda menina gosta de rosa!” A meu ver, a posição mais hipócrita foi ter visto artistas trocando camisas entre eles, mas não os vi colocando seus filhos com as cores trocadas. Pode ser que depois desta provocação, comecem a aparecer quem o faça, o que não terá graça, nem originalidade alguma.
A questão não estava na cor, se era rosa, azul, branco, vermelho. A questão estava no direito de cada família educar seus filhos como desejarem. Não é porque O Estado foi dominado por algumas cabeças liberais, isto por alguns anos, que estes liberais sejam donos absolutos do direito de quem não aceita romper com o clássico, o tradicional. Ser tradicional é um direito tão absoluto quanto ser liberal. Se o liberal não respeita o tradicional e vice versa, ambos perdem a noção e a razão.
No tempo da barbárie, os homens estupravam suas mulheres, incluindo suas filhas. Homens eram sexualmente envolvidos por homens. Desde que o mundo é mundo, que as questões sexuais mais animalescas possíveis, já faziam parte do comportamento humano. Então, isso não tem nada de moderno! Isso vem da barbárie, da não aceitação em se submeter a uma lei superior que seja oposta a sua vontade carnal. Tal comportamento nivela o homem na mesma condição de um animal irracional. A sexualidade, se não for alicerçada no amor entre duas pessoas para multiplicação da espécie, se coloca no mesmo nível da vida meramente animal. Isso não impede que alguém viva uma história de amor com alguém do mesmo sexo, um animal ou uma planta. De modo algum. Isso é direito, livre arbítrio, escolha e, para cada uma delas, uma lei espiritualmente condicionada. Na terra, é mais fácil fazer o que quer do que obedecer a Deus. Então, para alguns, melhor “matá-Lo” e eleger-se filho de um buraco negro. Isto também é direito.
O maior desafio do homem não está em fazer todas as suas vontades, mas em dominá-las, ao ponto de transformar sua carne em escrava, e ele, em senhor dela. Mas, a liberdade sexual potencializa a fome carnal, enfraquece os valores espirituais, e transforma aquele que vive condicionado a este “direito”, a uma rebeldia violenta, contra qualquer pessoa que não pense igual, incluindo visão política.
O fato de respeitar as escolhas de alguém em querer ser homem, mulher ou uma planta, não lhe dá o direito de quebrar tradições milenares, que está para além de opiniões, leis, imposições e teimosias.
Na questão Estado, sim, ele é laico, mas também não é destinado a legalização do promíscuo.
A questão biológica é maior que a filosófica. Se um personagem nasce azul e vira rosa, ou nasce rosa e vira azul, nisto uso a metáfora, ocorre pela vontade soberana de quem assim decide, mas não deve ser imposta por linhas de pensamento que culmina com a propagação da destruição da própria espécie que é mantida e renovada, unicamente pela relação homem e mulher. Não se conhece nenhum ser humano que tenha vindo a terra por dois homens ou duas mulheres. Esta dádiva, só ocorre, se houver este encontro entre o masculino e o feminino.
Então, que culpa pode ter uma mulher que diz o que a própria sociedade vive, ao vestir seus bebês meninos de azul e seus bebês meninas de rosa?
Jamais se deve aceitar que uma criança toque no sexo de um adulto, como sendo normal, cultural, arte. Assim como existe a boa cultura, existe também a má, a destrutiva, a demoníaca, a que não procede do universo divino. Não tem jeito. Cada um escolhe de qual lado quer estar! Do lado do bem, da ordem, da lei eterna, ou do lado dos pensadores que, tal qual Lúcifer, queriam saber e ser mais do que Deus. Não importa o tempo que passe. Quando estes forem chamados ao juízo, não escaparão da sentença. Nesta aparente desordem, que ninguém duvide, há uma força que controla toda ordem e constitui, inclusive, as autoridades. Está escrito no livro que poucos sabem ler.

Ao mesmo tempo, uma menina de seis anos de idade foi abusada sexualmente durante alguns anos. Se alguém não sabe o que significa ser abusada, eu sei! Durante muitos anos da minha vida, não permitia receber carinho de ninguém. Fruto do abuso que sofri na infância e começo da minha adolescência.
Mas, quando a Damares revelou que viu Jesus ao lado do pé de uma goiabeira, zombaram dela e violentaram seu direito de contar abertamente sobre seu trauma, e afirmar que irá defender as crianças abusadas desta nação. Ela é odiada porque disse que viu Jesus no pé de uma goiabeira. Ela é odiada porque quer proteger crianças, mulheres, negros e índios. Ela é odiada porque não integra um grupo que se considera entendido de comissão para todos os assuntos de minorias mas, em qual tempo, em qual governo nos deparamos com este tema de forma tão aberta, ao ponto de uma ministra de Estado relatar para toda uma nação que foi abusada sexualmente, e tem como bandeira, defender os que não são lembrados pelo Estado? Digam onde esta mulher está errada? Ela mentiu sobre o azul e rosa e a semiótica cultural que foi vivida pelos nossos antepassados e até por nós mesmos? Se não o fizemos, fomos cúmplices. Ou alguém fez algum protesto em algum chá de bebê onde a bola estorou e caiu papel rosa ou azul? Hipocrisia, quem te alimenta?!! 

Conheci Damares antes de ser ministra. Fui a um evento onde ela  proferiu uma palestra, sentei nos fundos e observei, de longe, com atenção, a fala daquela mulher de cabelos negros, que chorava toda vez que falava sobre índios e crianças. Na época, ela era apenas assessora de um senador, mas saia pelo Brasil denunciando o que via no congresso, sobre ausências de projetos que pudessem, de fato, proteger estas minorias. Vi aquela mulher, naquela ocasião, apenas assessora de um parlamentar, relatar como alguns deputados e senadores, tentavam burlar caminhos para inserir projetos perigosos, que feriam frontalmente a soberania da família e do direito dos menos favorecidos. Vi aquela mulher chorar pelo assassinato de bebês, ainda vivos, porque nasciam com algum defeito físico, sob os olhos do Estado que não intervia em nome de uma cultura de barbárie, ignorância e assassinato. Vi aquela mulher pedir apoio para mudar esta realidade. Eu vi naquela mulher um amor pelo próximo fora do comum e lembrei de Jesus - “se fizeres a um destes pequeninos, estarás fazendo a Mim.”

Dizem que a goiabeira é tropical, pequena, também conhecida como Araçá-das-almas. Foi numa goiabeira que, segundo ela, Jesus lhe apareceu. Justo numa árvore que significa “Araçá das Almas”, vejam só!  Para quem não sabe, Jesus ressuscitou, está vivo, tem autoridade sobre toda a terra, é O Único Mediador entre Deus e os homens, seu reino só cresce porque muitos já perceberam que sem Ele não dá para conhecer a verdadeira paz, há diversos relatos pelo mundo de pessoas que afirmam ter visto Jesus em momentos muito difíceis de suas vidas e, diante do exposto, pergunto: você que se diz cristão, cristã, você tem alguma dúvida que Jesus pode aparecer para quem Ele quiser, inclusive, no pé de uma goiabeira para uma menina que foi violentada, se formou e, mesmo não precisando defender ninguém, ela abraçou a causa dos menos favorecidos, isto há quase vinte anos?!!! O que faz muitos acreditarem em entidades, bruxos e demônios, e desacreditar no poder do Filho de Deus, em aparecer para quem Ele assim desejar?
Pode ser que o louco seja aquele que se diz normal! Porque as coisas espirituais não são para quem é natural, limitado aos seus cinco sentidos. Não. Ser espiritual é um andar que só anda, se for realmente espiritual. Tem que morrer, permanecer vivo, para ser.
A cada zombaria que fazem contra Damares, é um andar que ela ganha em direção aos céus, porque Jesus disse que os seus seguidores seriam odiados pelo mundo por causa Dele. Então, o ódio é por quem está nela! E quem odeia Jesus, odeia Deus.  Vocês que a odeiam por ela ter posições contrárias às suas, observe de que lado você está! Não confunda com política partidária, por favor! Seria pensar muito pequeno. Se você odeia Damares só porque ela é ministra do governo que você não gosta; se você odeia Damares porque ela escolheu defender as crianças usadas sexualmente por parentes, amigos-lobos, clientes nacionais e estrangeiros; se você odeia Damares porque ela viu Jesus no pé de uma goiabeira, e não na sua casa ou diante dos seus olhos; se você odeia Damares porque ela usa o ministério da cidadania para priorizar direitos essenciais à vida humana, e não aos seus prazeres; se você odeia Damares porque ela defende a soberania da família, por coincidência, uma instituição que lhe recebeu neste mundo e fez de você quem você é...acredite - o problema não está em Damares, mas em você.
Porque se o seu ódio tem haver com algum mal que ela lhe tenha feito, não se preocupe: ela prestará contas a Deus, e ela sabe disto. Mas, se você a odeia porque virou moda e politicamente correto, odiar a Damares, acredite: o problema está em você! O exército da contra-informação já cauterizou sua cabeça, você precisa ser aceito na tribo, você tem que parecer antenado, moderno, sintonizado com os novos pensares, como se os pensares antigos não tivessem qualquer direito de pensar diferente de você.
Aprendi que o direito de um começa quando do outro termina, ou vice versa, ou ao mesmo tempo. Direito é direito, liberdade de expressão não tem partido, não tem ideologia. Mas, acima disso existe algo maior que todas as outras - respeito. Quem não é capaz de respeitar uma mulher que, há vinte anos, dedica sua vida para proteger crianças desamparadas, índios em situação de risco, mulheres violentadas, não merece meu respeito!

Ao mesmo tempo, a Sra. Damares tem amor por Sergipe. E eu, que amo essa terra mais do que possa compreender, costumo respeitar quem nos respeita.
Deste modo, se você considera importante respeitar uma mulher sozinha, mãe de uma criança que não foi assassinada porque ela adotou, que chora quando defende os menos favorecidos, que fazia tudo isso antes de ser ministra...se ainda assim, você não é capaz de respeitá-la, sinceramente, não tenho dúvida: você não me respeita, não respeita as mulheres, não sabe discernir opção política de grandeza - que é o mesmo que nobreza.
Os ares que a dama Damares respira, tem sido de grande crueldade para com esta mulher. Ela tem sido, tal qual Joana D'Arc, lançada na fogueira das opiniões de quem ama denegrir os outros, atrás das suas telas de computador ou celular. O que quero lhe dizer, é que com a mesma medida que julgar, sereis julgados, acredite nisto ou não. A dama de cabelos negros, olhos assustados, às vezes tristes, corajosa no falar, quer apenas servir, cuidar das crianças e das verdadeiras minorias que não foram consideradas em diversos governos. Se há algo que Damares tem, e alguns não suportam, é respeito por alguns princípios que a sociedade, em sua ampla maioria, não quer que seja abolida. A maioria não grita, não escreve, mas defende o que ela defende. Talvez seja por isso que ela seja odiada - ela diz publicamente aquilo que muitos dizem no silêncio das suas casas, sem se expor, para não entrar em confusão. Ela comprou uma briga que alguns pensaram que tinham destruído.
Você pode não concordar com o novo governo. Mas, desrespeitar uma mulher, que poderia ser sua irmã , sua mãe, sua avó, só revela do quanto a intolerância se revela, quando suas vontades não ganham espaço.
Que Deus proteja a senhora Damares da crueldade dos homens que não temem a Deus. De minha parte, respeitosamente, torço que cumpra sua missão para a qual foi chamada.

Antônia Amorosa
Aracaju, 13//04/2019

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